segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vernáculo Bernardiano V

Termos em evolução
Zebedê = DVD (“vamos ver o ZBD do Mickey?”).

Outros e contextos
Chora! : Bernardo pede para que alguém chore, por exemplo, para a mãe. “Mamãe, chora!”, então a mãe simula um choro, o que o leva a consolá-la: “Não chora, mamãe, eu te amo! Não chora, mamãe, está tudo bem! Bernardo te ama!”.

Queda meteórica: papai e Bernardo um dia no carro, passeando pela cidade para buscar a mamãe no trabalho. Papai estava com sono, cansado e, além disso, irritado com o trânsito. Bernardo, do nada, falou: “papai, te amo!”. O que mais se pode pedir? Não tem mau humor que não se transforme diante disto. Porém, segundos depois, quando o pai ainda estava em meio às nuvens de felicidade: “te amo, ônibus! Te amo, moto! Te amo, carro azul!...”.

Despertador: após uma noite muito mal dormida, Bernardo aparece no quarto e chama para brincar: “Acorda, mamãe!”. A mãe mantém os olhos fechados na vã esperança de que ele se esqueça e volte a seu quarto. Obviamente o pedido se repete. O que se segue é uma hercúlea batalha em poucos segundos em que a mãe espera conquistar cinco minutos ao menos (também com vã esperança de que compense horas mal dormidas) e em que o filho insiste implacavelmente no chamado. Por fim, ele muda de técnica. A mãe sente uma força superior, maior, insofismável, algo poderoso e irresistível abrir-lhe os olhos: os dedinhos desastrados de Bernardo ( afinal, basta estar de olho aberto para estar acordado! Mal sabe Bernardo que os pais são dois zumbis há quase três anos...) e o olhar bem próximo, como se o filho procurasse alguém dentro dos olhos da mãe... Continuar dormindo? Impossível! A esta altura estão todos sorrindo.

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