Excertos de Dorothy Corkille Briggs, Your Child’s Self-Esteem
Capítulo 4– O preço dos espelhos distorcidos
2. Quando se sente incapaz, pode submeter-se a uma vida de autodestruição e de retraimento ou erguer diversas defesas que lhe permita conservar a autoestima.
Toda defesa não é outra coisa senão uma arma psicológica contra a ansiedade, o temor, a insegurança e a incapacidade. Seu fim é o de ajudar a criança a conservar sua integridade. Todos utilizam, uma vez ou outra, de mecanismos de defesa.
A constante intriga de Sara é sua maneira de diminuir a seus irmãos, enquanto valoriza suas próprias ações. A intimidação de Simão é uma tentativa de impor sua vontade. O falatório incessante de Margarida serve para chamar a atenção: ela se mata para fazer-se notar.
3. As defesas neuróticas se constroem em torno da crença de ser indigno de amor e carente de valor.
Algumas crianças (e adultos) com profundos sentimentos de incapacidade valem-se da defesa que consiste em apresentar uma boa aparência...Todo aquele que constrói um falso eu se condena... O verdadeiro eu de tais indivíduos não tem a oportunidade de desenvolver-se, já que lhes foi retirada sua fonte de nutrição: a interação social dos demais. Trata-se de pessoas que temem permitir que alguém as veja tais como são, porque lhes ensinaram na infância – em geral, seus pais – que seu ser real é inaceitável.
4. Quando as defesas afastam os demais, a criança deixa insatisfeita sua necessidade de reflexos positivos.
5. Os reflexos positivos que damos à criança evitam que ela busque atalhos que a afastem da plenitude da vida.
Os pais não são totalmente responsáveis pelo grau de autoestima que adquirem os filhos, mas desempenham um papel de primeira grandeza na visão inicial de si mesmos e têm grande importância nas suas vidas durante anos.

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